Mercado Imobiliário, Serra Gaúcha

JORNAL ZH – Maior busca por imóveis e mudança no consumo local: as pistas de que a Serra virou moradia para mais de uma estação

Na percepção de profissionais do setor imobiliário, de parte dos comerciantes e de moradores de cidades como Gramado, Canela, Bento Gonçalves e São Francisco de Paula, a pandemia despertou um movimento migratório para locais que, em outros tempos, serviam de escape apenas aos finais de semana, feriados e nos meses de inverno.

Enquanto algumas pessoas se estabeleceram, outras têm se revezado entre a cidade e a Serra. Entre as motivações, estão a sensação de segurança de estar em lugares com menos casos da doença … e a possibilidade de conciliar o distanciamento social com a sensação de liberdade, mais perto da natureza.

De modo geral, a movimentação de quem se refugiou na Serra durante a pandemia pouco se reflete nas ruas. Com a maior parte dos imóveis localizados em condomínios residenciais com amplas áreas verdes – e grande parte do comércio atendendo apenas de forma remota –, os novos moradores pouco têm circulado.

Cresce a busca por imóveis

O perfil dos novos habitantes de Gramado e Canela foi, em parte, determinado por decisões adotadas pelo poder público nos dois locais. Logo no começo da pandemia, Gramado impôs restrições de acesso e proibiu o aluguel por temporada, além de diversas atrações turísticas. Canela também vetou esse tipo de hospedagem, privilegiando a estadia de quem já tinha casa na cidade. As duas prefeituras dizem não ter indicadores para mensurar a ocupação dos imóveis residenciais neste período.

Sítio, um dos sonhos de consumo

Além de compradores mais determinados, chamou a atenção de profissionais do setor o perfil dos imóveis buscados: cresceu o desejo por sítios e casas em condomínios com boa infraestrutura.

Comércio nota mudanças no perfil do consumo

A inesperada ocupação dos imóveis, especialmente, em Gramado e Canela, fez com que parte dos comerciantes fosse poupada das consequências da retração do turismo ocasionada pela pandemia.

FONTE: JORNAL ZH    08/08/2020

 

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